Arquidiocese de Braga -
12 abril 2026
III Domingo da Páscoa | A
“Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n'O”
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Como elemento simbólico para o espaço litúrgico, sugere-se que, diante do Altar ou num local visível para a assembleia, surja no “jardim da esperança”, um vaso já com girassol, como sinal do reconhecimento e da presença que se pretende alcançar com inteireza de vida.
Sugestão de cânticos
[Entrada] O Senhor ressuscitou verdadeiramente – M. Luís / Harm.: A. Cartageno
[Glória] Glória a Deus nas alturas – Az. Oliveira
[Apresentação dos dons] Fomos resgatados pelo sangue – Az. Oliveira
[Comunhão] Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus – F. Silva
[Final] Bendita e louvada seja – M. Simões
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações do Domingo III da Páscoa
[Prefácio] Prefácio Pascal II
[Oração Eucarística] Oração Eucarística III
[Bênção] Oração solene para o Tempo Pascal
Ministérios Litúrgicos
Os discípulos reconheceram o Senhor ao partir do Pão. Antes de lhes entregar o Pão partido, Jesus tinha recitado a bênção. A fração do Pão de Jesus, acompanhada pela oração de bênção, deve ter sido um momento tão intensamente vivido por Ele que os discípulos depois o usaram para nomear a própria Eucaristia. Imitando Jesus, ao dar a Comunhão, o MEC deve também viver cada gesto e cada palavra intensamente.
Evangelho para todos
Todos conhecemos bem este relato da mais célebre aparição de Cristo ressuscitado em Emaús. Esta ação do texto também nos toca o coração e torna-o ardente como o dos dois discípulos: «não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?».
Como cristãos, ficamos com o coração a arder quando arriscamos escutar a palavra de Jesus! É uma felicidade, um sentimento vivo da Sua presença. Identificarmo-nos com o coração de Jesus implica ser como Ele, a falar, a agir e a amar. Se abandonarmos o orgulho, a indolência, o desejo de ser maus, não pensaremos mais em nós, mas n’Ele: quero ser como tu! O grande milagre da Ressurreição é precisamente a mudança dos nossos corações: os receosos tornam-se audazes, os insensíveis tornam-se apaixonados como verdadeiros discípulos a percorrer o caminho de Páscoa.
Oração Universal
V/Caríssimos irmãos e irmãs: oremos a Cristo ressuscitado, que caminha connosco sem O reconhecermos, e peçamos-Lhe que ilumine o nosso espírito, dizendo (ou: cantando), cheios de fé:
R/Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.
1. Pela Igreja, testemunha de Jesus ressuscitado, pelos catecúmenos que descobrem o Evangelho e pelos catequistas que os ensinam e acompanham, oremos.
2. Por aqueles que se dedicam ao bem público, pelos que servem os mais pobres e infelizes e pelos que acolhem toda a gente, sem exceção, oremos.
3. Pelos fiéis que nas provações permanecem serenos, pelos que desanimam como os discípulos de Emaús e pelos que celebram cada domingo a Eucaristia, oremos.
4. Pelos crentes que dizem a Jesus: “fica connosco”, pelos jovens que fazem d’Ele o grande amigo e pelas crianças que O recebem na primeira comunhão, oremos.
5. Por todos nós aqui reunidos em assembleia, pelos doentes da nossa comunidade e por aqueles que já partiram deste mundo, oremos.
V/ Senhor Jesus ressuscitado, que nos resgatastes da vã maneira de viver, não com ouro ou prata, mas com o vosso próprio sangue, aquecei-nos o coração com a vossa Palavra e convidai-nos a comer à vossa mesa. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
R/ Ámen.
Momento pós-comunhão
No momento pós-comunhão, todos se sentam e os ministros extraordinários da comunhão apresentam à assembleia a flor deste Domingo, o girassol. Entretanto, um elemento do coro lê a oração em voz off:
Senhor Jesus, neste nosso jardim nasce a Flor do Reconhecimento, sinal da tua presença viva. Como fizeste aos discípulos na partilha do pão, abrindo-lhes os olhos (cf. Lc 24, 13-35), abre os nossos corações para Te reconhecermos em cada gesto de amor. Ámen.
Seguir-se-á um cântico festivo e, se possível, associado ao tema do fruto a alcançar nessa semana da Páscoa (presença). Durante o cântico, os ministros extraordinários da comunhão voltam a colocar a flor no mesmo local, onde se encontrava desde o início da celebração.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
O episódio dos discípulos de Emaús é uma parábola eucarística. Nele não se conta tanto uma aparição milagrosa do Ressuscitado, mas a sua presença naquilo que era já a estrutura embrionária da celebração da Eucaristia. São identificáveis claramente duas partes, uma centrada no testemunho da Escritura e outra na mesa da fração do Pão. Todavia, algo passa por vezes desapercebido e que também diz muito do que é a Eucaristia: ela começa e termina num percurso caminhante. Por isso, a procissão de entrada e o envio final na Eucaristia são muito mais do que meras aproximações e afastamentos do local da Ceia, elas indicam que ser cristão é ser peregrino: nas Escrituras que conduzem ao Pão partido e nos levam à missão e testemunho.
Sair em missão
Oração
Senhor Jesus,
neste nosso jardim nasce a Flor do Reconhecimento,
sinal da tua presença viva.
Como fizeste aos discípulos na partilha do pão,
abrindo-lhes os olhos (cf. Lc 24, 13-35),
abre os nossos corações
para Te reconhecermos em cada gesto de amor.
Ámen.
Missão da Semana
Emaús é a nossa história de cada dia: os nossos olhos fechados que não reconhecem o Ressuscitado, os nossos corações que duvidam, fechados na tristeza, os nossos velhos sonhos vividos com deceção, o nosso caminho, talvez, afastado do Ressuscitado... N'Ele, durante este tempo, ajustemos o nosso passo ao seu, para caminharmos juntos d’Ele no caminho da vida. Há urgência em abrir os nossos olhos para reconhecer a sua presença e a sua ação no coração ardente de cada um de nós e em todo o mundo! Para isso, propomos, nesta semana, fazer visita ao Santíssimo Sacramento na Igreja e aí reconhecer a sua presença discreta, mas eficaz.
Download de Ficheiros
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Pão na Palavra
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