Arquidiocese de Braga -

13 fevereiro 2026

D. Nélio Pita apela à compaixão na Eucaristia do Dia Mundial do Doente na Casa Sacerdotal

Fotografia DM

 DM - Jorge Oliveira

Bispo auxiliar de Braga presidiu à celebração na capela da instituição

O bispo auxiliar de Braga D. Nélio Pita celebrou esta quarta-feira o Dia Mundial do Doente com os utentes, familiares, funcionários e dirigentes da Casa Sacerdotal da Arquidiocese de Braga, deixando uma mensagem de proximidade e esperança junto dos que vivem situações de fragilidade e enfermidade.

A Eucaristia, celebrada na capela da instituição, foi concelebrada pelo padre Jorge Vilaça, diretor do Instituto Diocesano de Apoio ao Clero, bem como por outros sacerdotes, e inclui a celebração do Sacramento da Santa Unção aos utentes que manifestaram vontade de o receber.

Na homilia, D. Nélio Pita, apelou a que a comunidade da Casa Sacerdotal - corpos diretivos, funcionárias, utentes e familiares -  sejam compassivos, suporte uns dos outros, como pede o Papa Leão XIV na sua mensagem para o Dia Mundial do Doente de 2026.

Partindo das leituras do dia, que evocam Jesus como mestre que sobe ao monte e ensina os seus discípulos, D. Nélio Pita   incentivou os presentes a permanecerem ao lado de Jesus para escutarem o que Ele tem para dizer e aprenderem as Suas lições.

«Somos sempre alunos, discípulos de Jesus. Ele é um bom mestre e temos sempre a aprender. Sentemo-nos ao pé d’Ele e imitemos Jesus na sua mansidão, na sua misericórdia», afirmou.

O prelado incentivou ainda a comunidade da Casa Sacerdotal a viver as Bem-Aventuranças, lembrando que a mensagem de Jesus «ajuda a viver melhor».

«Quando interiorizarmos a mensagem de Jesus vemos a vida com mais esperança, com mais encanto, com outro olhar», reforçou.

Evocando a mensagem do Papa, D. Nélio Pita desafiou a cultivar a atitude de compaixão, referindo que uma palavra, um gesto podem ser um suporte, podem aliviar o sofrimento do outro.

 Recordou que a doença, a fragilidade e o envelhecimento fazem parte da condição humana, mas a fé permite enfrentar o sofrimento com esperança.

«A fé dá-nos força para ver mais longe, para ver para além da tribulação, para olharmos com otimismo e esperança para uma realidade que às vezes é vista com medo, com terror», afirmou.

O padre Jorge Vilaça agradeceu a presença de D. Nélio Pita para esta celebração numa Casa que, afirmou, quer ser uma «casa de compaixão», com pessoas  «mais compassivas».

Neste em que a Igreja também celebrou a festa de Nossa Senhora de Lourdes, o sacerdote destacou a importância do Sacramento da Santa Unção, desmistificando a ideia, ainda existente, de que este sacramento é só quem está moribundo.

««O sacramento da unção é para quem está doente ou sente a fragilidade por causa da idade ou por outras razões de uma maneira mais intensa. Não é um sacramento para moribundos, é um sacramento para vivos e para pedir a Deus a saúde do corpo e do espírito, explicou o diretor do Instituto Diocesano de Apoio ao Clero.

Todos os anos, neste ocasião, o Sacramento da Unção é administrado na Casa Sacerdotal a todos os utentes que o desejem receber, sublinhando a sua dimensão terapêutica e espiritual.

Na mensagem para o Dia Mundial do Doente 2026, o  Papa Leão XIV sublinha a dimensão social da compaixão, pedindo instituições, pessoas, profissionais e cuidadores mais compassivos, um desafio que, segundo o padre Jorge Vilaça interpela também a Casa Sacerdotal.

«Queremos ser uma instituição onde as pessoas se sentem bem, onde as pessoas são capazes de sentir e suportar a dor do outro», afirmou.

A Eucaristia foi solenizada com cânticos acompanhados musicalmente ao órgão pelo padre Manuel Ferreira Martins, 92 anos, utente da Casa Sacerdotal.  

Atualmente, a Casa Sacerdotal acolhe 45 utentes, dos quais cerca de 90 por cento são sacerdotes e os restantes familiares diretos ou pessoas que cuidaram deles ao logo da vida.