Arquidiocese de Braga -
22 março 2026
Arcebispo de Braga aponta São Bento como «luzeiro» de paz para mundo de guerras
DM - Joaquim Martins Fernandes
O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, apontou ontem São Bento como uma luz que ilumina no caminho da paz e que deve levar cada um a ser construtor da paz, especialmente num tempo em que o mundo está ameaçado por várias guerras.
«São Bento é este homem extraordinário, que continua a ser uma chama ardente do Evangelho na Europa e no mundo. Tendo vivido já há mais de 1500 anos, continua a ser este luzeiro de paz, de silêncio, de contemplação, de vida eterna», disse D. José Cordeiro, na homilia que partilhou na Eucaristia evocativa do dia da morte do fundador dos beneditinos, no Santuário de São Bento da Porta Aberta.
«Que com ele e como ele, sejamos peregrinos de paz», acrescentou o Prelado bracarense, para deixar claro que um cristão não pode deixar de ser construtor da paz. É que «se uma pessoa está convicta do valor dos valores em que acredita, vive-os, testemunha-os e contagia à sua volta a confiança, a alegria, a esperança. E é isto que traduz esta busca maior do coração, a busca de Deus no quotidiano das nossas vidas, na família, na profissão, no tempo livre, na peregrinação, no caminho, no desporto, no dia a dia, para que possamos chegar à sabedoria do coração», salientou o Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, para destacar que qualquer guerra «é sempre uma derrota».
«A guerra é sempre inútil, a guerra é sempre uma derrota, embora os donos da guerra pensem que é uma vitória, porque conseguem riquezas astronómicas com a indústria do armamento ou com tantos outros interesses interligados. Mas nós, e sobretudo quem aqui vem, tem de fazer sempre esse compromisso pela paz, esse credo da paz, ser pessoa da justiça, da fé como São Bento», enfatizou.
Num dia também marcado pela ecologia e pela caminhada em defesa da vida, o Arcebispo Metropolita de Braga vincou a opção da Igreja por uma «ecologia integral, que é humana, que é social, que é ambiental e que até é digital, porque ajuda a transformar a cultura e o nosso cuidado pela casa do comum, com compromissos sociais e de desenvolvimento transversais a toda a humanidade».
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