Arquidiocese de Braga -

23 março 2026

“Sete Últimas Palavras de Cristo” com meditações de Frederico Lourenço na Basílica dos Congregados

Fotografia DR

Iniciativa marca o início da Semana Santa com leitura de Paulo Mira Coelho e música de Haydn pelo Quarteto Verazin.

A Basílica dos Congregados, em Braga, acolhe no próximo Domingo de Ramos, 29 de março, às 21h00, a celebração das “Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz”, um dos momentos mais intensos e contemplativos da programação da Semana Santa na cidade.

A iniciativa contará com meditações da autoria do professor Frederico Lourenço, uma das mais destacadas figuras da cultura portuguesa contemporânea, reconhecido pelo seu trabalho de tradução dos clássicos gregos e, mais recentemente, pela tradução integral da Bíblia. A leitura das palavras será confiada a Paulo Mira Coelho, autor e homem de rádio e televisão com vasta experiência na interpretação de textos literários e religiosos.

A dimensão musical estará a cargo do Quarteto Verazin, que interpretará a obra homónima de Joseph Haydn, composta em 1787 para acompanhar a liturgia de Sexta-Feira Santa em Cádis. Trata-se de uma das mais marcantes composições da música ocidental inspiradas na Paixão de Cristo, estruturada em sete meditações musicais que acompanham as últimas palavras de Jesus na cruz.

Segundo o reitor da Basílica dos Congregados, Pe. Paulo Terroso, a escolha dos intervenientes foi cuidadosamente pensada: «Frederico Lourenço traz uma densidade intelectual e uma liberdade de pensamento que ajudam a escutar estas palavras de Cristo com uma profundidade nova, fora de lugares comuns, mas profundamente fiel ao texto e ao seu sentido».

Sobre a presença de Paulo Mira Coelho, sublinha: «Queríamos alguém que desse voz à Palavra com verdade, sem teatralidade excessiva, mas com intensidade interior. O Paulo Mira Coelho tem essa capacidade rara de dizer o essencial com sobriedade e profundidade».

O responsável convida ainda à participação: «Este não é apenas um evento cultural. É um momento de paragem, de escuta e de confronto com o essencial. Num mundo tão acelerado, precisamos destes espaços onde a Palavra, a música e o silêncio nos ajudam a recentrar a vida». A celebração insere-se numa tradição antiga da Igreja, particularmente vivida na tarde de Sexta-Feira Santa, e que, ao longo dos séculos, inspirou algumas das mais significativas obras da música sacra europeia. Mais do que um ato devocional, constitui também um momento de forte densidade cultural, onde se cruzam fé, arte e reflexão sobre a condição humana.

A entrada é livre.