Arquidiocese de Braga -
17 abril 2026
Comunicadores analisam responsabilidade e meios de promoção da paz
DACS
Os meios de comunicação são “chamados a promover a a voz daqueles que não a tem” e “como lembrou o Papa Leão XIV, tem a responsabilidade de contar as guerras também através dos olhos das vítimas”, destacou o Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa, no painel de abertura das V Jornadas de Comunicação do Santuário de Fátima.
“A comunicação como instrumento para a paz” foi o tema do encontro que decorreu no Centro Pastoral de Paulo VI.
A responsabilidade da comunicação na promoção de um discurso que mostre que é possível o diálogo e a paz foi o mote debatido durante o dia.
O Padre Carlos Cabecinhas, Reitor do Santuário de Fátima, recebeu os participantes, que ouviram se seguida a Crónica “Um dia no mundo”, feita pelo jornalista Francisco Sena Santos.
A Conferência “Diplomacia da paz num mundo em conflito: da urgência à utopia?” reuniu, além do Núncio, João Vale de Almeida, Diplomata, antigo embaixador da União Europeia nos Estados Unidos da América, nas Nações Unidas e no Reino Unido, e o padre Angelo Romano, membro do Departamento de Relações Internacionais da Comunidade de Sant’Egídio, mediados pela Jornalista da RTP/Antena 1, Rosário Lira.
João Almeida lembrou que “a guerra vende, a paz vende pouco” nos noticiários e que “é preciso estarmos conscientes que em cada escolha de títulos estamos fazendo uma opção moral”. Também alertou que a sociedade não está isolada da responsabilidade e os media acabam por ser um reflexo da mesma.
“A propaganda de guerra é um instrumento de guerra” destacou padre Angelo, e afirmou que “a melhor resposta à propaganda de guerra é a história”, ao perceber a importância de aprender com tudo o que já aconteceu ao longo dos anos.
D. Andrés apontou o papel fundamental do Papa na promoção da paz e a importância do que ele tem vindo a alertar, e ao que os meios de comunicação parecem só ter valorizado após as recentes polêmicas.
O núncio sublinhou o papel do algoritmo num mundo complexo, “com relações assimétricas”.
“Está prevalecendo o medo daquele que é diferente, que pensa diferente e o desejo de anular o outro. O algoritmo faz com que percamos a chance de nos confrontarmos com o que é diferente. A internet não é um espaço neutro”, concluiu.
A seguir os participantes ouviram reflexões sobretudo a comunicação como instrumento para a paz em diversos aspetos como o familiar, no local de trabalho, no ambiente online e em contexto de crise.
Os temas foram abordados por Sandra Belo – Mentora do projeto Family Coaching, Patrícia Ervilha –Consultora de desenvolvimento e formação, Rita Basílio de Simões –Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e pelo Tenente-coronel Carlos Canatário –Porta-voz da GNR.
A parte da tarde foi dedicada às oficinas práticas.
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