Arquidiocese de Braga -

2 abril 2025

D. José Cordeiro indica Asilo de S. José como inspiração no cuidado ao próximo

Fotografia DM

DM - Carla Esteves

Arcebispo de Braga presidiu a Eucaristia de celebração dos 175 anos da instituição

O Arcebispo de Braga considerou o Asilo de São José uma inspiração no cuidado ao próximo. D. José Cordeiro falava durante a homilia de celebração dos 175 anos desta instituição bracarense com longa tradição no acolhimento e prestação de cuidados às pessoas idosas.

Durante a celebração, D. José Cordeiro afirmou que “estar aqui, neste lugar, que habitualmente chamamos de ‘Teresinhas’, e pelo seu passado, ligado ao Carmelo, à espiritualidade de Teresa de Ávila e João da Cruz, somos também convidados a centrar o nosso coração em Deus, nessa confiança total, porque só Deus basta”.

“Ao vir aqui e olhar para estes testemunhos, somos motivados a caminhar, a converter, a transformar o coração com a celebração da Eucaristia, a adoração eucarística, a oração pessoal e comunitárias que aqui se fazem, mas também com as mãos arregaçadas, sujá-las, para lavar, para curar, para cuidar”, afirmou.

O Arcebispo de Braga incentivou todos os cuidadores do Asilo de S. José,  e todos os que têm responsabilidade na instituição a sentirem-se “encorajados, motivados, para que juntos, na articulação das várias instituições e serviços, nos sintamos cada vez mais irmãos, cada vez mais humanos, porque nos tempos que correm, precisamos cada vez mais de sentir a presença dos outros, para que, juntos, possamos contribuir para um mundo mais justo, mais fraterno”.

Para D. José Cordeiro é, assim importante que “esta presença, aquilo que aqui se vive e experimenta nesta casa, possa irradiar, em gestos de amor, de respeito, de proximidade e de compaixão”.

Antes, o Arcebispo de Braga fizera já uma “viagem” no tempo pela História da instituição que foi fundada a 1 de Abril de 1850 pelo comendador Fernando Oliveira Guimarães, sendo governador civil de Braga o Conde de Vila Pouca. Mas só em 1904 o Asilo foi instalado definitivamente no atual edifício, cuja construção seria iniciada pelo ano de 1716 e terminada em 1766.

Nessa viagem histórica, o  Arcebispo de Braga enalteceu também a missão desempenhada pelas religiosas da congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

«Não sendo esta casa uma instituição canónica, tem  católicos que sempre lhe deram o sentido pleno deste cuidado que vai para lá da solidariedade social, e sobretudo a presença das irmãs, ao longo de tantos anos, já que chegou até a ser aqui casa de formação, de encontro, como constatei quando foi a visita pastoral aqui na paróquia de São Vicente», afirmou, recordando que na sua recente visita à Guiné Bissau, o Asilo de S. José foi motivo de conversa com as irmãs da congregação que se encontram em duas casas naquele país.

Patrono S. José é inspiração

Admitindo que “o Amor dá que fazer”, D. José Cordeiro sustentou que “tendo como patrono São José, ele faz-se no respeito por aquilo que Deus traça na vida de cada homem, e na liberdade de cuidar de cada pessoa”.

Agradeceu, por isso, a existência  entre nós “destas casas complementares ao cuidado da família, e também este amor maior, como dizia Santa Teresa de Calcutá”.

“Há muitas pessoas que cuidam dos mais pobres, dos mais idosos, dos que mais precisam, para erradicar a pobreza, por questões de filantropia, de solidariedade, e tudo isso é mais do que positivo, e já isso é suficiente. Mas nós, batizados, nós cristãos, católicos, fazemos também por tudo isso, mas iluminados por Cristo. Fazemos porque Cristo fez, e porque Cristo nos pediu para fazer”, afirmou, inspirando a viver da melhor forma o tempo da Quaresma. 

Recordando aquilo que testemunhou na sua visita pastoral na Paróquia de S. Vicente,  D. José afirmou que o Asilo de S. José “não é indiferente a este caminho de Páscoa, o caminho de conversão pessoal, pastoral, missionária”. e inspirou os presentes à vivência em pleno do tempo da Quaresma.