Arquidiocese de Braga -

22 agosto 2025

Arcebispo de Braga benzeu a nova porta da igreja de Souto

Fotografia DR

DM

O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, benzeu e abriu, recentemente, a nova porta da Igreja Paroquial de Divino Salvador de Souto, no Arciprestado de Amares e Terras de Bouro. Uma cerimónia muito participada pelos fiéis, a quem o prelado agradeceu o esforço conjunto de todos no engrandecimento do património, da cultura e da obra de Deus.

Uma nota de imprensa enviado ao Diário do Minho, o padre Almerindo Costa refere que, fruto de um processo demorado, de cerca de sete meses, esta peça única surgiu do cruzamento de vários saberes, pensares e olhares, que viram nesta necessidade a possibilidade para algo diferente.

«Podia-se fazer de qualquer maneira, até como inicialmente estava previsto: substituir por uma outra com as mesmas características. Mas, felizmente, entre vós, os benfeitores, o vosso pároco, as pessoas que com ele colaboraram, o Dom Abade do Mosteiro de Singeverga [D. Bernardino Costa, osb], com a colaboração do Cónego Joaquim Félix e de tantas outras pessoas que estiveram no pensar, no realizar desta bela obra», chegou-se a uma narrativa que vai além do «mero critério da funcionalidade».

Segundo o sacerdote, o central é o «simbolismo que ela traduz: Jesus apresenta-se ele mesmo como a porta: “Eu sou a porta”.», como foi referido na homilia.  Ainda de acordo com o texto, a nova porta evoca, segundo a memória descritiva de Dom Bernardino, o sonho de Jacob (Gn 28, 10-19) que viu uma escada por onde subiam e desciam os anjos de Deus.

A porta é símbolo, pois, da junção entre a terra e o céu, que nunca mais se fechou. Exercendo as funções de limite e de passagem, ela é limite que separa o ordinário do extraordinário; passagem que nos leva do quotidiano ao espanto da presença amorosa do Senhor nas nossas vidas.

Esculpida em tábuas de madeira de carvalho francês, partes da porta foram revestidas a cobre por Joaquim Freitas, caldeireiro de Lago, Amares. Procurando resguardar a porta das variações climatéricas, o cobre contrasta e dá vida à madeira, num diálogo favorecido pela diversidade dos dons da natureza. Terminada e colocada no seu lugar pela Carpintaria do Bico, ela é resultado da generosidade de benfeitores, do esforço da comunidade e da iniciativa de muitos que procuraram ir além do banal.

 «É assim que nascem as grandes obras na Igreja, é assim que nasce cultura, a partir do encontro com Deus e com os outros, na conjugação de esforços, de saberes, de artes, da beleza, da vontade, da verdade», disse D. José Cordeiro, na homilia, em jeito de agradecimento.